quinta-feira, 14 de julho de 2016

Novo Clube

Buggy Club - Bahia

Os fãs de Bug / Bugre / Buggy, veículo sinônimo de muita diversão, ganharam um belo motivo para festejar: a criação do ...


O primeiro grande momento, duplo Encontro, aconteceu no feriado do dia 2 de Julho - data "revolucionária" e propícia a boas surpresas - no Jardim dos Namorados e posterior carreata para o Parque da Cidade, durante o Encontro Mensal Veteran Bahia & Convidados.


Trouxeram colorido especial ao Parque recentemente restaurado, e ao Encontro de Antigomobilismo que voltou aos seus melhores dias, após uma pequena pausa.


O mais bacana da história é que o novo Clube é resultado da união de dois grupos que buscavam a mesma desejável organização, objetivando a devida valorização e intercâmbio de informações sobre esses simpáticos veículos.


Essa fusão surpreendeu a todos pelo rápido crescimento no interesse geral, com impressionante número de cadastrados nos primeiros dias.


Parabéns aos envolvidos nesta brilhante iniciativa!


Estaremos acompanhando a evolução dessa união, juntamente com o blog parceiro Kadron SA, sempre confiando na consolidação do Clube e torcendo por uma possível "Diretoria de Antigos" - interesse pessoal  (rsrs) - para ajudar no resgate e valorização dos modelos históricos!


Vale ressaltar que novos Encontros e Passeios já estão sendo organizados, para que esses fantásticos veículos possam aproveitar todo o potencial! 

Para tanto, as ferramentas disponíveis já estão em ação, incluindo espaços digitais - FB, WhatsApp, Instagran - além de camisetas, adesivos, etc.

Pesquisem, solicitem inclusões, cadastrem-se!

Foto: FB do Buggy Club da Bahia

Aguardem as novidades!


quinta-feira, 9 de junho de 2016

Revisitando 2010 (02)

Carros que marcaram - Puma de Campêlo

"Tubarão" 07
(Original PSB - 02/06/2010)

Todos já tiveram a oportunidade de testemunhar situações realmente impressionantes. Aconteceu comigo!

Não tenho muitos detalhes, talvez vocês possam ajudar com mais dados, mas a essência é inesquecível.

Como todo fã de automobilismo do início da década de 80 (algo entre 82 e 84), fui assistir uma edição do Km de Arranque que aconteceu na reta do Pitubão.

A largada era quase em frente ao Shopping Itaigara e a chegada ... não faço a menor idéia. O percurso era tão longo que tínhamos de escolher um ponto ou outro para se posicionar.

Logo nos "boxes", notei um carro que se destacava dos demais na apresentação. Entendam, todos os carros eram muito legais, mas estávamos engatinhando no assunto e ainda havia uma certa atmosfera de improvisação.

O carro chegou puxado numa carreta, devidamente coberto, com pneus lisos - slik (sem ranhuras) -  aparecendo de relance quando batia o vento.


Ao ser descoberto, uma visão do profissionalismo que regia aquela equipe: um puma branco, modelo tubarão, exclusivo para competições, todo aliviado - até os faróis foram substituidos por uma bolha de fibra, isso para não falar no acrílico no lugar dos vidros - banco concha, cinto de quatro pontos, abertura para um possível radiador de óleo no lugar da placa dianteira (repasso minhas impressões daquele momento).

Na porta o número sete e no comando um piloto com macacão, sapatilhas de corrida e um capacete invocado - que mais tarde soube ter sido pintado por Sid Mosca (responsável pelos capacetes de Emerson, Senna e quase todos os grandes pilotos do Brasil ) .


Além do visual, o ronco do motor impressionava, prometendo algo diferente.

Resumindo - em outra postagem darei informações oficiais sobre esse Puma - parece-me (eu estava relativamente longe) que não queriam correr contra o tubarão, e a questão foi resolvida quando o piloto cedeu dois postes de vantagem na largada.

Alinhou - ou será desalinhou - com um passat turbo e ficamos na expectativa da bandeirada.

O que aconteceu em seguida é um daqueles momentos incríveis que mencionei: numa fração infinitesimal, quando o Passat estava iniciando o movimento, o puma já tinha pulado ao seu lado  - lembrem-se que eram dois postes de diferença - e na fração seguinte sumiu na frente com aquele ronco meio alucinado.

Eu olhei para os lados e só via queixos caídos (rsrsrs)

Enfim, era o famoso Puma de Campêlo, um mito em seu próprio tempo.


As fotos, cedidas por Campêlo, não são do Pitubão

Revisitando 2010

Rastro de Onça: Peteleca?

(Reedição em comemoração aos 06 anos do PSB)

Quem vivia em Salvador nos anos 70 deve lembrar da famosa Peteleca, suçuarana - ou onça parda - que fugiu do Zoológico e  circulou por meses nas matas da Barra, Ondina e muitos outros bairros. Provocou medo em alguns, curiosidade na maioria e atiçou a imaginação das crianças, que chegavam a organizar "expedições de caça".

Infelizmente, por motivo de segurança, foi abatida pelo comentarista e ex-deputado Luis Sampaio e jaz empalhada no museu do zoo. Sua epopéia marcou tanto a cidade que chegou a receber votos na eleição da época.


Vocês devem estar imaginando a razão dessa lembrança e a resposta é muito simples: foi localizado um novo "rastro de onça".

A boa notícia é que, desta vez, o final da história promete ser feliz! 

Explico: a suçuarana, ou onça parda, felino poderoso e solitário, é mundialmente conhecida como Puma.


Depois de 20 anos "entocada", outra "fera" famosa foi finalmente localizada! 

A primeira pista foi uma "pegada" característica - jante das décadas de 70 e 80 que equipavam os Biancos e outros carros da época - com um pneu exótico e uma gravação no mínimo inquietante: exclusivo para competição.


Era um pneu Maggion, modelo slik (sem ranhuras), que oferece o máximo de aderência em pista seca. 

Realmente a "caçada" prometia! 

Seguindo o rastro da fera, facilitado pelo cheiro de gasolina de alta octanagem para aviões, não demorou muito para encontrar a toca que acolheu uma hibernação de tantos anos.


Para os que ainda não adivinharam, mesmo depois de tantas dicas, tenho o privilégio de comunicar que o antigomobilismo esportivo está em festa: 

O famoso Puma de Campêlo foi localizado!


Após incontáveis vitórias nas competições de arrancada, o Puma modelo tubarão aposentou-se - invicto - e foi recolhido numa garagem perto do aeroporto. 

Muito bem preservado, apresentava algumas marcas naturais do tempo. Tinha ainda o número adesivado na porta, registro da época em que "pintava o sete" nas pistas. 

Podíamos notar resíduos de cola dos outros adesivos, que representavam os patrocinadores do carro e das provas. Só um detalhe destoava naquela histórica cena: estava sem a incrível mecânica que assombrava os adversários!


Apresentado a Campêlo, construtor e piloto do mítico puminha, tive a oportunidade de testemunhar o valor e o cuidado dedicado ao motor da fera: estava devidamente desmontado e guardado no próprio guarda-roupa, juntamente com todas as peças retiradas do carro durante o processo de "emagrecimento". 

Aliviar o peso - retirando os componentes supérfluos - é um dos primeiros procedimentos na preparação dos bólidos de corrida.


Agora, a melhor notícia de todas: 
Campêlo convenceu-se de que este marco do automobilismo baiano deve ser exposto e festejado.

A fera já saiu da toca!


Em processo de restauração - é o carro do segundo desafio - breve teremos novidades.

Com todas a peças "aliviadas" aparentando estado de zero km, seria muito fácil montar um exemplar original, candidato a placa preta (veículo de coleção), mas que graça teria?

Além do mais, a história do automobilismo na Bahia, apesar de ainda subvalorizada, é inalienável!


Aguardem futura postagem com algumas informações e curiosidades da preparação. 

Vocês sabiam que muitas pessoas afirmam que a fibra foi lixada até o limite, sobrando apenas uma fina camada (bolha), com o objetivo de reduzir ainda mais o peso?

Será que é verdade?

Miniaturas para que?

Qual a vantagem?
(Original MiniMax - 15/06/2013)

Qual a graça em colecionar miniaturas - geralmente em metal - sem a possibilidade de acelerar o veículo de verdade? 

Apesar de reconhecer algumas limitações, posso garantir que as vantagens são muitas! Para não exagerar, citarei apenas quatro:design, custo, espaço e acessibilidade.

Acredito que a mais importante é a acessibilidade: alguns modelos são inatingíveis, seja por valor, antiguidade, raridade ou até inexistência. 

Observem, por exemplo, o Carcará - protótipo brasileiro recordista de velocidade - cujo original foi vendido para o ferro-velho a preço de alumínio. Seria apenas fotos, caso não existissem os modelos em escala reduzida.



Quantos protótipos, ou carros conceito, nunca chegaram à fase de fabricação? Quantas jóias se perderam ao longo do tempo, principalmente num país sem memória? Quantos exemplares, mesmo preservados, são únicos, portanto inacessíveis ?
Essa é uma das principais motivações do blog, que pretende unir a "mania de carrinhos" com a história dos "carrões". As outras vantagens abordaremos ao longo do tempo.


Vamos começar com um dos meus primeiros exemplares, um conceito único ...

Runabout de Bertone

Miniatura Gorgi Toys, fabricado na Inglaterra, década de 1970


Ele se parece com um bugre, um carro esporte e uma lancha ao mesmo tempo! É um exercício de estilo executado pelos designers doStúdio Bertone, que liberaram a imaginação sem a preocupação com convenções obrigatórias para os automóveis. Enfim, um protótipo apenas para experiências e exibições, sem viabilidade para fabricação em série - lembram da questão da acessibilidade?. O pára-brisa muito baixo, os faróis no santantônio e a falta de retrovisor externo são alguns dos ítens que comprovam a impossibilidade do uso normal.

Quatro Rodas

Como experiência, o Runabout testava conceitos que poderiam ser utilizados em carros do futuro. Os para-lamas, por exemplo, eram cambiáveis e poderiam se adaptar à largura e tala dos pneus usados. Montado com mecânica do Fiat 128 sobre o eixo traseiro, bastando inverter a posição do pinhão e coroa no diferencial para transformar a tração dianteira em traseira.


A revista Quatro Rodas  teve acesso ao protótipo e escalou nada menos do que Emerson Fittipaldi para o teste. O que mais chamou a atenção de Emerson foi a falta de instrumentos - reduzido a luzes espia e um único módulo parecendo uma bússola - e o pára-brisa baixo, reforçando a aparência de uma lancha. O efeito estético foi considerado excelente.

Emerson na Quatro Rodas


Como já mencionado, os protótipos não servem apenas para divulgação, afinal, algumas inovações podem ser aproveitadas em veículos de linha.  


Curiosidade

Runabout serviu de base para o estilo de um novo carro da Fiat italiana que, por sua vez, serviu de inspiração para uma réplica brasileira. 

O protótipo Bertone foi "civilizado" - com a inclusão de ítens indispensáveis ao uso normal - e lançado pela Fiat em 1972, com o nome X 1/9. Produzido até 1988, foi o carro com motor central mais vendido de todos os tempos, atingindo a marca de 170.000 unidades.


Aqui no Brasil a réplica - em fibra - do X 1/9 recebeu o nome de Dardo. O projeto (1978) da Corona S/A, pertencente ao grupo Caloi, foi capitaneado por Toni Bianco, que conheceu o Fiat no Salão de Turim em 1977. 


Apresentava mecânica 1.3 do Fiat Rallye, montado entre-eixos como o original.


 Os instrumentos foram herdados do mesmo 147 esportivo.


Apesar de exótico, caro e chamativo, apresentava acabamento precário, problemas crônicos no câmbio - genética 147 - e desempenho não compatível com o design. Saiu de linha em 1985, com cerca de 300 unidades produzidas.

Apesar dos problemas apontados, é um modelo raro e belíssimo, além de apresentar o DNA do ...

Runabout Bertone
    
     

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Garimpo do "Reis"

Cabeça de Bacalhau 01

Fiquem tranquilos, o blog não mudou o foco para gastronomia nem pescaria no Mar do Norte!

A expressão, de uso popular, representa aqueles itens dificílimos de se ver, exceto em revistas, jornais, arquivos ou outras mídias similares. 

O bacalhau verdadeiro, importado da Europa, chega sem cabeça aos nossos mercados por um motivo meramente econômico: é uma iguaria rara e de alto valor, sendo comercializada separadamente e para centros específicos de consumo.

Vocês já viram?

O jargão no antigomobilismo "identifica" peças ou detalhes com a mesma característica, só visualizadas em manuais ou literatura especializada.

Tive essa agradabilíssima experiência no Encontro Anual do Veteran Bahia, na Praça do Campo Grande, dezembro passado. 

Roda "Bolo de Noiva" - Scorro 1969


Detalhando um pouco a pergunta: os amigos de minha geração já tinham visto pessoalmente as icônicas rodas fabricadas pela Scorro entre as décadas de 60 e 70, desenvolvidas para os tambores de freio com cinco furos? 

Equipamento de série - aro 13 - para os Pumas 1969, "tuning" para Fuscas, KGs e derivados - medida15x5,5 - esse modelo fez o verdadeiro diferencial  para os Buggys da época, com aro 13 ou 14 na dianteira e 15x9 nas traseiras.

Essa oportunidade teve um valor extra para mim, pois brilhava na lista de acessórios do modelo que sempre esteve no meu imaginário e nas mais valorizadas revistas 4Rodas da adolescência!
  
  Não foi sem motivo que uma réplica desse buggy tornou-se meu primeiro carro!

Publicação de época

Buggy Kadron,
vendidos em Kits, com 4 pacotes distintos de acessórios.

Folder do fabricante

Esse duplo garimpo, digno de "Reis", foi obra da percepção e do acaso de um grande Antigomobilista baiano: Antônio Reis, sócio do CFB - Clube do Fusca da Bahia e do Veteran Bahia. 


Foi Reis que localizou e iniciou a reforma de um autêntico Kadron 1972, carroceria 360 - a mais antiga que conheço até então!


Transitando por determinada região da cidade, Reis viu esse jogo de rodas equipando um veículo que ainda usava os 5 furos - situação que persistiu na VW até 1970 no lançamento do 1500 e 1974 nos 1300. 

Aliás, vale ressaltar que essa mudança técnica deve ser responsável pela reduzida vida útil do belo design da Scorro, lançada em 1969 e inviável para a adaptação de 4 furos.

A troca foi negociada na mesma hora, visto o dono não ter interesse em coleções ou originalidade!

Confesso que aro 13 já tinha visto no Mercado Livre, principalmente para Pumas e Fuscas. Mas o que dizer da "mistura genética de cabeça de bacalhau com mosca de olhos azuis"?

Bolo de Noiva aro 15, 9 polegadas


Confiram o resultado desse raríssimo conjunto!


Essa configuração acabou influenciando positivamente um outro projeto, ainda em andamento.


Mas isso é outra história, aguardem!
     





terça-feira, 7 de junho de 2016

Terça-feira 02

Uma chama que não se apaga!


Terça-feira também é dia do Encontro Semanal do CFB - Clube do Fusca da Bahia!

Decano, mais antigo Clube de Antigomobilismo em atividade, o CFB recebe amigos e convidados no Hiper Bompreço da ACM, sempre a partir das 20h.


A exemplo do Encontro Mensal - todo terceiro sábado de cada mês - os Fuscas proporcionam verdadeira viagem no tempo, com representantes de vários anos, estilos e tendências.


E, principalmente, outra oportunidade de rever amigos, fazer novos, trocar idéias, peças e informações!


Apesar da coincidência do dia, em relação ao Encontro do novo Clube Fuscaria, vale registrar a elogiável opção de local - mais perto ou longe a depender do endereço de partida - além das visitas e interações esporádicas entre os dois Clubes.

Belas oportunidades para quem curte os divertidos e coloridos "besouros"!







Não deixem de conferir essa oportunidade semanal !