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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Puma VW Espartano (02) - O Retorno

      
Uma Imagem Rara

Prosseguindo a série sobre a lendária equipe AF, que brilhou na Bahia - e outros Estados - na transição dos anos 60/70, destaque para o Puma Espartano "verdadeiro"!

Para comemorar essa "retorno" no tempo - patrocinado pelo inestimável apoio do piloto Maurício Castro Lima - e saciar a curiosidade de muitos, uma rara foto colorida desse ícone do automobilismo.


Segundo fruto da vitoriosa parceria da Escuderia com a fábrica Puma, o modelo 1969 foi entregue a tempo dos 500 Km de Salvador e apresentava grandes inovações: era um Espartano "verdadeiro" com a fibra mais fina e aparentemente o único Puma/Porsche - motor e caixa 1.600 - que saiu da fábrica.
      
Tinha as mesmas características do modelo 1968 - concebido totalmente para competições - e mais o acrílico com vigias de correr em substituição aos vidros secundários e caixas das rodas recortadas para comportar os largos pneus, além do menor peso da carroceria. Herdou - no primeiro momento - o número 17, enquanto o 1968 passou a portar o 71 e o fusca o 717.


Leve e com a mecânica apimentada, o "foguete" estreou na prova de longa duração - pilotado pelo mitológico Lulu Geladeira e André Burity - com a configuração de fábrica.

Em 1970 - já com mecânica VW 1.900 e componentes Porsche - assumiu o número 71 e apresentou um visual muito mais agressivo. Incorporou entradas de ar sobre o teto e radiador de óleo no capô, além de rodas de liga leve com duas polegadas extras.

Observem o modelo 1978 no segundo plano, já com as entradas de ar tipo periscópio.

Uma curiosidade

Na temporada de estréia (1969), quando ainda portava o 17, o Espartano Puma/Porsche foi surpreendido no Ceará por um outro concorrente com o mesmo número. Assumiu o número 1 após um apagamento emergencial do sete, conforme registrado abaixo.


Portar o número 1 não deixou de ser um "justiça poética", visto as incontáveis vitórias conquistadas por esse belo exemplar.

Infelizmente não há registro sobre o destino do felino após a "Idade das Trevas" do automobilismo baiano, com a proibição das corridas na Avenida Centenário.

Dedico esse retorno aos amigos James, Fábio, Maurício, Che e Vinícius.

Informações e acervo de imagens: Maurício Castro Lima