sexta-feira, 4 de junho de 2010

Capotaria surpreendente


Uma das grande dificuldades para quem gosta de veículos antigos é a mão-de-obra disponível. Todos já devem ter passado por alguma experiência desagradável, porisso, acho que vale a pena divulgar  as honrosas exceções. Possuo uma Caravan  Diplomata 1986 há alguns anos, adquirida do primeiro dono - extremamente cuidadoso - com apenas 60.000km. Toda original, só destoava nas laterais dos bancos dianteiros, forrados de material sintético para - provavelmente - cobrir o desgaste natural provocado pelo entra e sai dos ocupantes. Já tentara encontrar o material original, um tecido parecendo camurça, mas sempre alegavam fora de linha. Como o  ex-proprietário fez o arranjo nos dois bancos e equilibrou um pouco o visual, deixei como estavam e os anos foram passando.


Bancos antes

Recentemente parei para fazer alguns ajustes, naturais em carros dessa idade, principalmente um ponto de ferrugem na caixa do ar-condicionado que deixava pingar água sob o painel do lado direito. Para não estragar a forração, levei para o conhecido capoteiro Raimundo - na ladeira da Fonte Nova, última loja antes do posto de gasolina - e pedi uma desmontagem total e lavagem dos bancos, enquanto cuidava da chaparia e pintura. No momento da remontagem, a surpresa: Raimundo localizara uma sobra do tecido e, por iniciativa própria, deixou os bancos do jeito que eu sonhara.

Bancos depois

Difícil não ficar admirado com esse exemplo de profissionalismo.

Imagens que inspiram



Há cerca de 40 anos atrás, essa era - aproximadamente - a proporção de fuscas nas ruas de Salvador, em relação aos outros modelos (rsrsrs). Realmente uma imagem inspiradora!

Foto: Alameda dos fuscas - II Encontro Baiano de Veículos Antigos - Veteran 2009

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Opala 250-S Trijet

Mais uma jóia registrada: o Opala 250-S Trijet de nosso amigo Cláudio Branco.


A dupla fez bonito em oito edições do Km de Arranque, sendo que a foto registra a primeira participação.
Cláudio enviou o arquivo e mais algumas recordações: Um fato engraçado aconteceu nessa prova. O piloto Edielson Santos, mais conhecido como Tabaréu de Feira, derrapou na curva onde hoje existe um posto de gasolina. Quando retornou, corri em sua direção e o vi com o som ligado e um sorriso no rosto. Perguntei o que tinha acontecido. Ele disse - pô velho, eu estava com o som ligado quando arrancamos e começou a tocar aquela música "Tá com medo tabaréu..." Aí eu disse: "tô com medo coisa nenhuma" e "fundei" tanto o pé no acelerador que nem ví a curva! Grande figura, meu amigo Tabaréu!!!!

Valeu Cláudio, vamos continuar resgatando a memória do automobilismo baiano.

Breve ...


O pioneirismo na Bahia é uma realidade irrefutável! Não é a toa que o carro mais antigo do Brasil está aqui, não esquecendo do fusca que detêm o mesmo status. Para a alegria dos apreciadores de belos exemplares, isso está prestes a acontecer novamente.

Daqui a alguns dias ...

Ford 37 Roadster

Um pequeno aperitivo para quem sofre de ansiedade automobilística: http://www.freestylecorp.com/roadster-1937.html

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Carros que marcaram - Puma de Campêlo

"Tubarão" 07

Todos já tiveram a oportunidade de testemunhar situações realmente impressionantes. Aconteceu comigo!

Não tenho muitos detalhes, talvez vocês possam ajudar com mais dados, mas a essência é inesquecível.

Como todo fã de automobilismo do início da década de 80 (algo entre 82 e 84), fui assistir uma edição do Km de Arranque que aconteceu na reta do Pitubão.

A largada era quase em frente ao Shopping Itaigara e a chegada ... não faço a menor idéia. O percurso era tão longo que tínhamos de escolher um ponto ou outro para se posicionar.

Logo nos "boxes", notei um carro que se destacava dos demais na apresentação. Entendam, todos os carros eram muito legais, mas estávamos engatinhando no assunto e ainda havia uma certa atmosfera de improvisação.

O carro chegou puxado numa carreta, devidamente coberto, com pneus lisos - slik (sem ranhuras) -  aparecendo de relance quando batia o vento.


Ao ser descoberto, uma visão do profissionalismo que regia aquela equipe: um puma branco, modelo tubarão, exclusivo para competições, todo aliviado - até os faróis foram substituidos por uma bolha de fibra, isso para não falar no acrílico no lugar dos vidros - banco concha, cinto de quatro pontos, abertura para um possível radiador de óleo no lugar da placa dianteira (repasso minhas impressões daquele momento).

Na porta o número sete e no comando um piloto com macacão, sapatilhas de corrida e um capacete invocado - que mais tarde soube ter sido pintado por Sid Mosca (responsável pelos capacetes de Emerson, Senna e quase todos os grandes pilotos do Brasil ) .


Além do visual, o ronco do motor impressionava, prometendo algo diferente.

Resumindo - em outra postagem darei informações oficiais sobre esse Puma - parece-me (eu estava relativamente longe) que não queriam correr contra o tubarão, e a questão foi resolvida quando o piloto cedeu dois postes de vantagem na largada.

Alinhou - ou será desalinhou - com um passat turbo e ficamos na expectativa da bandeirada.

O que aconteceu em seguida é um daqueles momentos incríveis que mencionei: numa fração infinitesimal, quando o Passat estava iniciando o movimento, o puma já tinha pulado ao seu lado  - lembrem-se que eram dois postes de diferença - e na fração seguinte sumiu na frente com aquele ronco meio alucinado.

Eu olhei para os lados e só via queixos caídos (rsrsrs)

Enfim, era o famoso Puma de Campêlo, um mito em seu próprio tempo.


As fotos, cedidas por Campêlo, não são do Pitubão
   
     

Segundo plano


Na primeira postagem, mencionei um outro plano.
Constatado que o Antigomobilismo na Bahia é uma forte realidade, graças ao trabalho fantástico dos  clubes organizados - em caso de dúvida, basta conferir essa imagem do encontro de 1º de maio no Parque da Cidade -


percebo condições favoráveis para tentar desengavetar um antigo sonho: o Antigomobilismo Esportivo.
Berço de muitas feras do automobilismo e suas máquinas maravilhosas, a Bahia merece, além de um autódromo (é claro), o reconhecimento e o resgate dessas empolgantes passagens de sua história. E por que não tentar resgatar também alguns protagonistas? Então, mãos à obra!


Peço, mais uma vez, colaboração no envio de informações, imagens e sugestões para este resgate. Quem sabe alguém dá uma dica para a captura de alguma fera das pistas que se esconde há mais de vinte anos em discreta garagem da cidade? (rs,rs,rs) Ou possui imagens raras sobre as empolgantes corridas da Avenida Centenário? Ou ainda, tem bastante informações arquivadas sobre essa época memorável? Já temos algumas contribuições que, brevemente, serão postadas.

Contamos com vocês!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Protótipo Puma P8 - Futuro GTB


Vocês conhecem o protótipo do Puma GTB? Rino Malzoni - criador das feras - planejava ampliar o porfólio da fábrica com o Puma-Chevrolet, futuro GTB. O protótipo, codificado como P8, ilustrou as "Impressões ao Dirigir" da Revista Quatro Rodas de novembro de 1970.


Construído a partir de um Opala 3800, o P8 já mostrava  linhas agressivas e ao mesmo tempo suaves. O Puma GTB foi lançado algum tempo depois, com muitas alterações no design.


Na minha opinião o P8 parece ter influenciado mais o Puma GTB S2, concordam?.

Por onde será que anda este curioso e belo protótipo?